Obra do Mobi de São José vai priorizar metodologia sustentável

A implantação do Mobi (sistema de transporte de massa com o uso do BRT – Bus Rapid Transit) de São José dos Campos, além de atender todas as exigências dos órgãos de fiscalização ambiental, vai priorizar métodos sustentáveis de construção e de funcionamento do sistema.

O projeto básico, entregue pela Prefeitura de São José dos Campos na segunda-feira (29 de junho) à Caixa Econômica Federal, prevê, entre outros itens, o uso de iluminação de led e de painéis fotovoltaicos (dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica) nas estações de transferência para diminuir o consumo e também o reaproveitamento de materiais de demolição produzidos durante a obra.

De acordo com os estudos produzidos pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp), somente com relação ao asfalto, 61 mil metros cúbicos de material (equivalente a 4 mil caminhões carregados) serão reaproveitados na pavimentação das baias segregadas e do restante das ruas por onde o sistema trafegará.

“As vias por onde o Mobi vai passar serão fresadas [processo mecânico de raspagem do asfalto] e o material retirado será levado para uma usina, onde será processado e devolvido às ruas como matéria-prima para a pavimentação”, explicou o secretário de Obras.

“Antes, os resíduos eram todos descartados, mas, hoje, este é um material muito rico. Além disto, em uma obra deste porte, com este volume a ser retirado, teríamos, inclusive, dificuldade de encontrar locais para dispersar este material, por isso, além de ser mais condizente com as políticas de preservação ambiental, o aproveitamento também é uma economia para a obra”, completou o secretário.

O Mobi irá cortar aproximadamente 51 km de vias da cidade e, além dos 61 mil metros cúbicos de asfalto a ser fresado, a obra reaproveitará outras sobras de demolição, como guias e sarjetas. O projeto entregue pela Prefeitura à Caixa Econômica prevê, inclusive, a construção de uma usina exclusiva para o processamento destes materiais.

Patrimônio

O arquiteto Ruy Ohtake, responsável pelo paisagismo, urbanismo e arquitetura do sistema, fez a apresentação do projeto na cerimônia de entrega para a Caixa Econômica Federal. Ele afirmou que se inspirou no Banhado e nos trechos da Serra do Mar para desenvolver o trabalho.

“A distância média do pé da Serra do Mar até o Banhado é de mais ou menos sete quilômetros. A cidade de São José nasceu e foi se expandindo entre esses sete quilômetros. As duas [a Serra do Mar e o Banhado] são dádivas para São José dos Campos e eu acredito que um outro olhar para o futuro [da obra] é o aproveitamento correto em termos de ecologia”, disse o arquiteto.

Por meio da inspiração, o arquiteto definiu que o paisagismo da obra, incluindo praças e jardins no entorno das estações, será constituído por espécies nativas. Serão árvores de aldralgos, paineiras, pitangas, jerivás e araçás amarelos.

Outro compromisso ambientalmente sustentável, assumido pela Prefeitura com a entrega do projeto, foi o uso de fonte alterativa de energia para a iluminação das 75 estações do sistema.

De acordo com o projeto arquitetônico desenvolvido por Ruy Ohtake, as estações utilizarão lâmpadas de led, menos consumidoras e poluidoras, que serão alimentadas por energia solar, captadas por painéis fotovoltaicos instalados na cobertura das estações.

Mobi

Com o Mobi, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada por uma extensão aproximada de 51 Km em todas as regiões da cidade. Serão construídas 75 estações para a cobrança externa, tornando mais rápido o acesso dos passageiros e aumentando a velocidade operacional, além dos terminais de transferência, nos quais o usuário poderá fazer a baldeação entre as linhas.

O sistema conta ainda com monitoramento centralizado, ônibus com GPS, semáforos inteligentes para passagem preferencial aos coletivos, integração com o sistema de transporte público e informações em tempo real ao usuário. Esse sistema tem sido adotado em cidades de médio porte para o transporte rápido de massa.


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